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É comum os brancos aparecem na minha taça em dois formatos: são vinhos ácidos, meio neutros e ligeiros, bons para os dias de calor e pratos bem leves, ou têm aquele peso do Novo Mundo, com aromas de madeira e sabor amanteigado. Gosto dos dois modelos (um tanto menos do segundo), mas muitas vezes exijo mais: quero mais personalidade e surpresas.

Essa é a hora de um Riesling ou de um vinho como o Roero Arneis, um dos "quase segredos" do Piemonte, essa terra que é uma verdadeira cornucópia enológica.

Um pouco à sombra da Nebbiolo, Barbera e Dolcetto na percepção do público, a Arneis é uma casta que, até recentemente, era pouco comercializada até no seu principal centro de produção, a região de Roero, a oeste de Alba. Seus vinhos eram consumidos domesticamente ou misturados aos tintos, e a uva frequentemente servia como alimento para pássaros e abelhas, protegendo as mais valiosas plantações de Nebbiolo.

Nos anos 1980 e 1990, esse panorama mudou. Os vinhos passaram a ser comercializados e, rapidamente, valorizados. Há cerca de 10 anos, a região tornou-se DOCG (tanto para os tintos quanto para o brancos). Embora o Roero tinto seja um bom vinho, ele empalidece à sombra dos vizinhos Barolo e Barbaresco. O Arneis, por outro lado, oferece sensações únicas.

O Roero Arneis é um vinho que, em seus bons exemplares, oferece ao mesmo tempo aromas muito florais e muito frutados. Evocam maçãs, toranjas, pêssegos e flores brancas e amarelas, como a acácia. A VINDAME tem em seu catálogo um Arneis muito saboroso, do produtor Franco Francesco. Trata-se do Trej Amis 2014, um vinho elaborado com muito cuidado, sem agrotóxicos (claro, é da VINDAME!), com colheita manual e vinificação delicada, com madeira muito sutil.

Se você gosta de brancos, mas está meio cansado dos suquinhos de limão ou dos sorvetes de baunilha que dominam as prateleiras, esta na hora de dar uma chance ao Roero Arneis.

Saúde,

Rodrigo Krammes

VINDAME

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