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Vinhos da casta Tempranillo são dos mais versáteis. A descrição da publicação Wine Folly é boa: a uva tem uma estrutura, como a Cabernet Sauvignon, mas um aspecto frutado mais evidente, como a Grenache. É bastante comum quase toda a Espanha (também conhecida como Tinta del País, Ull de Llebre, Cencibel e Tinta de Toro, entre outras denominações) e em Portugal (Aragonez e Tinta Roriz).

Mas a região que é sinônimo de Tempranillo é Rioja, no Nordeste espanhol. Outras castas são plantadas lá também, mas têm papel coadjuvante.

Para os vinhos tintos, a regra de envelhecimento em Rioja é a seguinte:

:: Rioja (anteriormente conhecido com Jóven) - normalmente lançado no ano após a colheita.

:: Crianza - dois anos de envelhecimento, pelo menos um deles em carvalho.

:: Reserva - três anos, um deles em madeira.

:: Gran Reserva - cinco anos, pelo menos dois em madeira.


Como introdução aos grandes Riojas, a melhor escolha é o Crianza. Ele já mostra um pouco do caráter amadeirado pelo qual o vinho ficou conhecido, mas ainda guarda uma carga de fruta expressiva. Diferentemente do muitos imaginam, os Crianzas muitas vezes têm mais corpo que os Gran Reservas, cuja maturação frequentemente os deixa mais etéreos.


VINDAME tem no catálogo um ótimo Rioja Crianza: Barón Ladrón de Guevara 2013. Corte de 95% Tempranillo e 5% Mazuelo (Carignan), o vinho oferece tudo que é típico no estilo: potência, maciez, taninos redondos e boa persistência. Sua uvas vêm da Rioja Alavesa e, como não podia deixar de ser, seu cultivo é sem agrotóxicos. A vinificação é minimalista e tradicional: sem aditivos químicos, com maturação de um ano em carvalho francês e americano e pouco sulfito na conservação.

Baron Ladrón de Guevara Crianza 2013

Saúde,

Michael Schütte

Sócio e curador de vinhos da VINDAME


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