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Nos últimos dez anos ou pouco mais, os vinhos rosados voltaram à preferência do público, depois de décadas de esquecimento. Ótima notícia. Os bons exemplares são excelentes companhias para dias quentes, em que só queremos curtir uma piscina, um pôr-do-sol ou uma conversa com amigos na companhia de alguns copos. Além disso, são perfeitos curingas, funcionando bem tanto como aperitivos solitários quanto naquelas harmonizações mais difíceis, em que algumas pessoas só comem vegetais, e outras, uma carne vermelha leve, por exemplo. Sem falar que formam um par inigualável com quase todos os pratos de porco. Basicamente, existem quatro métodos para fazer vinho rosé. O mais tosco é misturar um pouco de tinto a um branco. Produtores ambiciosos raramente utilizam esse expediente, de forma que é difícil saber se é possível obter um resultado além do medíocre. De todo modo, a União Europeia não o permite, exceto em espumantes (incluindo Champagne).

Alguns vinhos rosados são feitos com prensagem direta de uvas tintas, de maneira que as cascas (onde reside a cor) praticamente não entrem em contato com o líquido. É assim que se elabora a maior parte dos vinhos brancos (com uvas brancas, claro).
Na verdade, dependendo da quantidade de pigmento nos frutos e da suavidade da prensa, é possível obter até mesmo um vinho branco de uvas tintas por esse método. Mesmo os rosados costumam ter cor muito delicada nesse caso.
O método mais comum para vinhos de qualidade é o da descuba. Simplificadamente, o mosto passa pouco tempo em contato com as cascas, de forma que o aporte de cor seja pequeno.





Outro recurso comum, que é, na verdade, uma variação do anterior, é o da sangria. Na produção do vinho tinto, retira-se um pouco do mosto no começo da maceração. Esse líquido vai compor um vinho rosé; o restante segue para a produção do tinto, que terá mais concentração do teria originalmente. Os dois excelentes rosés importados pela VINDAME, ambos da Espanha, são elaborados por esse método.


Uma grande vantagem dos vinhos rosés, além da bela cor, é que eles costumam ter uma sensação de corpo ligeiramente superior à da maioria dos brancos, mas, devido aos baixos taninos, pode ser gelado (taninos gelados deixam o vinho excessivamente áspero). Ou seja, são a companhia perfeita para o seu verão.




Saúde!

Michael Schütte

Sócio e curador de vinhos da VINDAME



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