Porque nos afastamos de vinhos da grande indústria na VIND'AME

Toda a elaboração um vinho exclusivo e de alta qualidade, que reflita seu terroir de origem, respeite o meio ambiente e a saúde do consumidor, seja rico em aromas, tem seu próprio “savoir faire” e isto demanda conhecimento, muito trabalho, tempo e grandes investimentos em respeito ao retorno. Respeitar a natureza e produzir vinhos ecológicos com métodos sustentáveis nos parece difícil na produção industrializada. Nossa filosofia não é compatível com a indústria de massa, que necessita de grandes volumes para serem consumidos em curto espaço de tempo, além de buscar sabores estandardizados, “fáceis de beber”, sem qualquer surpresa ou riqueza de variedade ao consumidor.

Para a produção de milhões de garrafas por ano, preferencialmente "prontas para beber", as grandes vinícolas adquirem uvas de terceiros, os quais plantam buscando a maior produção, já que são remunerados por tonelada vendida, e não pela qualidade do produto. Nestes casos, normalmente abusa-se de agrotóxicos (fertilizantes, herbicidas, pesticidas e fungicidas químicos); a mecanização é intensa; não se faz poda em verde ou condução das videiras buscando a redução do rendimento com consequente melhoria da qualidade dos frutos, já que o objetivo é obter o máximo de uvas por hectare. Tal método de produção não é nem ecológico nem sustentável.

A colheita é mecânica, o que traz três problemas para o vinho: as uvas começam o processo de fermentação ainda enquanto estão sendo colhidas, pois os frutos são rompidos. Não há seleção de qualidade dos frutos nos vinhedos. É grande a quantidade de folhas e galhos que seguem com o fruto para a vinícola, os quais já alteram o sabor do mosto que se forma nos recipientes coletores. Para que tal oxidação e maceração prévia não prejudique ainda mais o vinho, a indústria costuma acrescentar sulfito nesta fase, matando todas as leveduras indígenas. E posteriormente tem que adicionar outras leveduras, frequentemente selecionadas para acrescentar aromas ao vinho.

Outras técnicas modernas e aditivos (chamados "produtos de afinamento") permitem a produção de vinhos agradáveis mesmo de uvas de menor qualidade ou defeituosas. Através de processo de vinificação com bastante intervenção e acréscimo de diversos aditivos disponíveis, muitos defeitos do vinho são mascarados. São mais de 350 os aditivos disponíveis, permitidos pelas diferentes legislações, para serem acrescentados ao vinho, sem mesmo a necessidade de discriminá-los nos rótulos. Entre eles, destacam-se diversos tipos de ácidos (para corrigir a falta de acidez); carbonato de cálcio (para corrigir acidez em excesso), goma arábica e resinas (que conferem corpo e maciez); taninos em pó (para acrescentar taninos às uvas menos nobres); concentrado de uva (para acrescentar açúcar e cor);  matérias proteicas de trigo, bicarbonato de potássio, entre tantos outros. Infelizmente, a grande indústria abusa destes aditivos.

Procurando dar velocidade ao processo de vinificação, utiliza-se também de procedimentos que acarretam a perda de grande parte dos aromas. Moléculas aromáticas são retidas na grande filtragem e em procedimento de  clarificação a partir de produtos artificiais, inclusive derivados de petróleo. Deste modo, somente os aromas mais sobressalentes das cepas que estarão presentes no produto final, padronizando e limitando a variedade de sabores.

Este não é o conceito da VIND'AME.

Você já sentiu notas fortes de madeira no vinho, que se volatilizam rapidamente, ou em vinhos de rapidíssima ou nenhuma passagem em barrica? Fragmentos de madeiras podem ter sido colocados nas cubas (os chamados chips de madeira) tornam isso possível, acrescentando ao vinho sabores artificiais de tostado, charuto, chocolate, baunilha, café, caramelo, etc.

Veja se o vinho é muitíssimo perfumado, mas com gosto incompatível com seu perfume. Leveduras artificiais (chamadas "selecionadas") e estranhas ao território são adicionadas a vinhos para ensejar o aparecimento de determinados sabores e tornar o vinho mais complexo. Nossos produtores evitam tais produtos.

Talvez seja de seu conhecimento que praticamente todos os vinhos contém sulfitos, como antioxidantes. Este é um aditivo que até mesmo os vinhos naturais podem conter, pois são necessários a sua conservação. Mas aos nossos vinhos são adicionadas as mínimas quantidades necessárias no final da produção. Nossos produtores "slow wine" não adicionam sulfitos no início da produção. Nos vinhos de massa, a fim de garantir um sabor idêntico ao vinho a cada ano, adiciona-se sulfito também ao início da produção. Deste modo, as leveduras indígenas são aniquiladas e o enólogo pode acrescentar leveduras artificiais, dentro de sua receita, para buscar os aromas que quiser acrescentar ao vinho.  É importante atentar para produtos com alta concentração de sulfitos, pois em grande quantidade é causa frequente de dor de cabeça e reações alérgicas.

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