A Uva Riesling na Alemanha | Conheça a importância dessa casta

Uva Riesling na Alemanha

A uva Riesling é considerada por grande parte dos conhecedores como a rainha das castas brancas.

Sua única rival comparável é a Chardonnay, e somente quando é plantada em diminutos vinhedos da Borgonha, na França.

Um bom Riesling consegue a proeza de exibir características que não são comuns de aparecer simultaneamente em um único vinho.

Exibe aromas marcantes de frutas (como cítricos, damasco, pêssego, melão, maça verde e pera), mineralidade (muitas vezes com notas petroláceas, ou pedra de isqueiro), muita concentração  e, ao mesmo tempo, pouca sensação de corpo (exceto nos vinhos de sobremesa) e níveis alcoólicos relativamente baixos.

Nos últimos anos, o estilo de vinificação resultou em vinhos secos, mas um vinho Riesling pode ser elaborado nos mais diversos graus de dulçor, sempre emoldurado por uma acidez refrescante, que convida para o próximo gole.

Para desenvolver seu potencial, a Riesling precisa ser plantada em regiões frias, preferencialmente em íngremes encostas de rio.

Locais chuvosos não são ideais, e a casta se beneficia bastante da combinação de verões com temperaturas relativamente baixas com bastante exposição solar.

A uva Riesling é uma cepa bastante antiga. Os primeiros registros datam do século 15!

Veja abaixo as Regiões que mais  produzem a Uva Riesling na Alemanha:

Região vinícola mais meridional da Alemanha, Baden é uma faixa de vinhedos que se estende, grosso modo, por entre as montanhas da Floresta Negra e a margem leste do Reno.

Inicia-se nas proximidades de Heidelberg e corre até as imediações do Lago Constance e da fronteira suíça.

Nos seus quase 400km de extensão, plantam-se principalmente Pinots, sejam Noir, Gris ou Blanc (Spätburgunder, Graubunrgunder e Weissburgunder, em alemão).

Porém, no distrito de Ortenau, próximo a Baden-Baden, a região tem um dos melhores terroirs para Riesling (e Gewürztraminer) do mundo.

Lá, o cenário é o típico da casta: vinhedos íngremes, com ótima insolação e ventilação. Em 1782, o Marquês (Markgraf) de Baden ordenou que nos vinhedos ao lado de seu castelo – a área chamada Klingelberg – sejam plantadas somente vinhas da uva Riesling. Por isso, o nome local da cepa é Klingelberger. Desde 1782, existem regras estritas para cultivação e vinificação de Riesling nessa região, adoptadas pelo Markgraf von Baden. 

Hoje, seus vinhos são sinônimos de Riesling na região.

A região do Mosel, com seus afluentes Saar e Ruwer, é uma das mais antigas zonas de viticultura na Alemanha.

Terceira em tamanho, trata-se de um dos territórios mais conhecidos mundialmente para a casta Riesling. Seus vinhedos encontram-se em íngremes encostas ao longo dos rios, com o solo composto majoritariamente por xisto e ardósia.

O clima desta região, de dias com elevadas temperaturas e noites frias, confere, além de doçura às uvas, pronunciada acidez, o que gera sensação de perfeito equilíbrio ao paladar.

A combinação do clima com a riqueza do solo porta aos vinhos do Mosel um caráter extremamente fino e elegante, com grande complexidade e riqueza de aromas.

Pronunciada mineralidade e intensa fruta são típicos destes vinhos.

A alta inclinação das encostas do Mosel confere excelente exposição solar às videiras, mas exige que todo o trabalho nos vinhedos, do plantio, controle de ervas daninhas, podas, até a colheita, seja feito manualmente.

Um vinho do Mosel é não apenas aula de degustação, mas o resultado de grande dedicação e séculos de História.

O Pfalz (Palatinado, em português) se estende da extremidade sul do Rheinhessen à fronteira com a França, acompanhando a margem oeste do Reno.

Estende-se por aproximadamente 80 km e ocupa com vinhedos uma área de cerca de 24 mil hectares, o que a torna a segunda maior da Alemanha.

Seu clima de pouca umidade e muito sol faz com que seja um paraíso para a Riesling, que, nessa região, costuma oferecer vinhos secos, de certo corpo, com acidez boa, mas menos cortante que a do Mosel.

O Mittelrhein (Médio Reno) acompanha o rio por cerca de 65 km entre Bonn e Bingen. É uma bela região, de vinhedos em encostas íngremes e castelos.

Cerca de dois terços de seus 470 hectares são plantados com Riesling, que, em alguns anos de amadurecimento mais difícil, é majoritariamente utilizada para o Sekt, tradicional espumante alemão.

A pequena Hessische Bergstrasse, ao norte de Baden, é pouco conhecida, mas produz bons Rieslings, que ocupam quase metade dos pouco mais de 400 hectares de vinhas.

O clima é ensolarado, e os solos, relativamente variados. Mais da metade dos produtores não engarrafa seus vinhos, entregando a produção a coopoerativas.

Seus rótulos circulam mais regionalmente que em outras partes da Alemanha ou no mercado internacional.

O Rheingau (Vale do Reno) localiza-se na margem norte do Reno, em um trecho em que o rio corre de leste para oeste. As cidades mais importantes da região são Wiesbaden, Rüdesheim, Geisenheim e Eltville.

Berço da Riesling, o Rheingau é, segundo Jancis Robinson, “o centro espiritual do vinho alemão”.

A associação com a casta vem da Idade Média. Foi ali que se codificou a prática de colher as uvas em diferentes graus de maturação (e, normalmente, de dulçor), gerando a nomenclatura pela qual os vinhos alemães são conhecidos (kabinett, spätlese etc.).

Com seus invernos relativamente amenos e verões quentes, a região se beneficia da proteção dos ventos fortes pelas montanhas Taunus e também da reflexão solar do leito do rio. Seus pouco mais de 3 mil hectares de vinhas contém diversos solos, como giz, areia, cascalho, argila, loess, quartzo e ardósia.

A leste de Baden, a região de Württemberg também pode passar, para os desavisados, como uma área de vinhos tintos.

Afinal, quase dois terços das vinhas têm variedades rubras. Mas os 19% de plantações de Riesling respondem por alguns vinhos deliciosos, em todos os níveis da escala alemã.

Clima relativamente ameno, com montanhas que oferecem alguma proteção, bem como os leitos dos rios. Os solos são variados e incluem calcário, marga, loess e argila.

Maior região vitivinícola alemã, o Rhinehessen se situa entre o Rheingau, Nahe e Pfalz.

Aqui, em vez das escarpas íngremes pelas quais muitas áreas de vinhos alemães são conhecidas, os vinhedos se lcalizam em colinas mais suaves, por uma área de 27 mil hectares.

Embora a Riesling seja a uva mais plantada, as vinhas de Müller-Thurgau e Dornfelder ocupam áreas de tamanho apenas ligeiramente inferior e também dividem espaço com Silvaner, a família das Pinots, Portugieser e Kerner.

Trata-se se uma região em franco desenvolvimento de qualidade.